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12 de enero de 2017

(Review 124) - The Thousandth Floor

31244354The Thousandth Floor
Katharine McGee

RBA / HarperCollins


Livro 1
/? de Saga The Thousandth Floor
1. El Piso Mil
2. ?

476 Páginas
Distopia / Juvenil / Romance

Para leer en ESPAÑOL, haz click AQUI
Uma garota caindo ao vazio. Mas seus segredos não morrerão com ela. Ano de 2118, uma super torre se alça sobre os céus de Nueva York. É uma sociedade completa, em que as plantas superiores estão concentradas por familias imensamente ricas, enquanto nas inferiores subsistem as clases mais baixas. A queda de uma garota desde a torre mais alta ameaçará trazer à luz os segredos de seus habitantes: mentiras, excesos, traição, amores proibidos… que farão tremer até os cimentos da torre. Entre o luxo sofisticado e a tecnología mais avançada, um grupo de jovens terá que encontrar seu lugar mais alto. Sobreviver no topo do mundo tem um preço que nem todos estão dispostos a pagar.


* Esta resenha é parte da Leitura Conjunta organizada por Folloner@s

LC El Piso MilThe Thousandth Floor foi um livro que comecei esperando uma coisa, e terminou por ser totalmente diferente ao que eu imaginava em princípio. 
Confesso que quando vi The Thousandth Floor pela primeira vez, imediatamente tive vontade de conferir essa história. Sou uma fã das distopias e a idéia de um crime misterioso ocorrido em um arranha-céus futurista que tem como moradores jovens privilegiados me soava bastante intrigante. O grande problema com The Thousandth Floor foi, enquanto lia, percebia que estava me deparando cada vez mais com um Gossip Girl do futuro do que com um livro distópico em si. O mistério inicialmente apontado no livro é apenas mencionado no início e no capítulo final, ou seja, não há esse clima de suspense conspiratório que eu esperava encontrar ao longo da leitura. 

Na Nova York do futuro muitas coisas já são realidade. É possível corresponder-se com seus amigos e conhecidos por meio de uma simples piscadela através das suas lentes de contato, os carros manuais se tornaram ultrapassados dando vez aos deslizadores ultra-modernos, e até mesmo coisas simples como usar uma caneta se tornou obsoleto, já que os lápis são digitais agora. 
Uma das grandes novidades dessa megalópole futurista certamente é o arranha-céus aonde vivem milhares de pessoas, o Piso Mil. 

As residências dos andares mais baixos correspondem à periferia do lugar, com os moradores mais pobres, famílias mais numerosas  que atravessam dificuldades, às mesmas encontradas nos dias atuais em que vivemos. 
No alto da cumbre se pode encontrar a elite da sociedade, as famílias mais abastadas e poderosas, que desfrutam de uma vida de luxos e exageros nos andares da Torre.
Entre eles, os Fuller são os mais poderosos, ao viverem no andar número mil, o último andar, em um verdadeiro palácio aonde o céu parece ser o limite.
Avery Fuller é a garota perfeita, com os amigos perfeitos e a vida que muitas pessoas sonhariam em ter, mas ela tem um segredo: está apaixonada por seu próprio irmão adotivo, Atlas, que coincidentemente, também é o amor de sua melhor amiga, Leda Cole.
Quando Atlas retorna de uma viagem ao redor do mundo, a amizade de Leda e Avery começa a estremecer. Leda está focada em conquistar Atlas e Avery não consegue disfarçar o incômodo que sente cada vez que sua melhor amiga está perto de seu irmão. 
E em meio aos burburinhos entre as duas garotas, outros personagens aparecem, para dar vida à essa história cheia de desencontros.

El piso mil de [McGee, Katharine]O livro está inteiro narrado em primeira pessoa, intercalado em vários narradores. teremos um total de 5 narradores distintos, sendo eles: Avery, Leda, Eris (outra das melhores amigas de Avery), Rylin (uma garota dos andares baixos da Torre) e Watt (um hacker que ganha a vida destapando segredos).
A narração é ágil e os personagens, embora diferentes entre si, parecem estar interligados, já que chega-se à um ponto em que os caminhos de cada um deles parece se colidir inevitavelmente.

Confesso que não cheguei a simpatizar com quase nenhum dos personagens. A alta cumbre me pareceu horrorosa. Meninas fúteis e arrogantes que parecem não preocupar-se com nada mais além de si mesmas. Avery e Leda não conseguiram me conquistar em nenhum momento e a obsessão de ambas por Atlas se torna cansativa e monótona.
Eris me pareceu ser a mais interessante das meninas desse grupo, justamente por sofrer uma mudança radical ao longo dos capítulos, se tornando mais centrada e madura.
Watt, o único narrador masculino, não consegue despertar meu interesse. Na verdade, eu me perguntava por muitos momentos porquê a autora optou por colocá-lo como narrador já que, ao meu ver, o personagem está longe de ser carismático.
A única que realmente gostei foi Rylin. Vinda das partes baixas da Torre, Rylin garante bons momentos ao leitor por apresentar uma realidade diferente dos outros personagens, vivendo uma vida mais dura  e realista. 
Na verdade, os capítulos de Rylin foram os únicos que realmente desfrutei e, se há a curiosidade de seguir com a série, talvez seja justamente por estar curiosa para conhecer o desfecho da personagem.

A ambientação é magnífica. Talvez, um dos grandes acertos da autora. À princípio me custava imaginar a vida em uma grande Torre que abarcasse toda uma sociedade, mas, com o tempo e através desse intercâmbio de narradores, foi possível me meter na história e entender o planteamento da autora. 

Como disse, o grande problema com The Thousandth Floor foi justamente sentir que o livro promete uma coisa, mas apresenta outra.
Ao ler-se a sinopse, se transmite a idéia de uma história cheia de mistério, à partir da morte de uma misteriosa jovem. 
Porém, o foco principal do livro na realidade termina por ser as confusões, romances e erros de um grupo específico de jovens. Não há outra maneira para descrever The Thousandth Floor que não seja essa: um Gossip Girl futurista com personagens que poderiam ser mais carismáticos mas, à meu ver, se tornam chatos e desinteressantes por serem os típicos personagens que parecem saber apenas mirar para seu próprio reflexo.





Resultado de imagen para katharine mcgeeKatharine McGee - É do Texas e estudou Literatura Inglesa e Francesa em Princeton, assim como español em Salamanca. Logo depois, trabalhou em várias grandes editoras americanas. Enquanto vivía no segundo andar de um conjunto de apartamentos, Katharine sonhava com a vida em um arranha-céus… e foi assim que se decidiu a escrever The Thousandth Floor, sua primeira novela.

Twitter: Katharine McGee


Besitos !!!!


Nos Lemos....


6 comentarios:

  1. Olá Alice, tudo bem?
    Menina, o livro realmente parecia bom né?!
    Adoro distopias e a premissa é interessante, mas depois da sua resenha, prefiro não ler.
    Beijos!

    http://excentricagarota.blogspot.com.br

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  2. Que pena que o livro promete uma coisa e no fim apresenta outra :( talvez nem tenha sido ruim abordar o romance, mas ainda assim você ficou esperando pelo mistério né. Faz tempo que não leio distopias, mas acho que pelo jeito não começaria por essa

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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  3. Oi Alice
    Ainda não conhecia o livro, mas gostei da proposta, achei o enredo bem diferente e curioso. Me deu vontade de ler e saber como tudo termina.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  4. Oi, Alice!
    A proposta é realmente muito interessante, mas é realmente uma pena que a autora foge do assunto tão rápido assim. Fiquei tão curioso para entender sobre a morte que até me desanimei... Só fico pensando como a escritora vai conseguir desenrolar essa trama sendo que ela fugiu tão da premissa inicial... hahaha
    Bjs!

    -Ricardo, Lapso de Leitura

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  5. Oi, Alice. Sei exatamente como é quando você espera algo de ma história e ela acaba se mostrando outra de uma forma negativa. Já não sou fã de distopias justamente por não conseguir me ambientar na história. Infelizmente é um livro que não leria.
    Beijo! http://leitoraencantada.blogspot.com.br/

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  6. Oi Alice! Quando pegamos um livro achando que vamos ter algo por conta da sinopse e nos deparamos com uma trama bem diferente nem sempre a surpresa é boa. A falta de ligação com personagens também não ajuda. Que pena que não foi um livro que te agradou. Bom domingo.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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