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25 de noviembre de 2016

(Review 119) - Momo y Marie

Momo a Les Halles
Philippe Hayat

Duomo / Neri Pozza

Autoconclusivo

352 Páginas
Romance / Narrativa / Drama
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Momo e Marie abandonam sua casa com duas ou três coisas apenas em uma pequena sacola, quase como ladrões, deixando todo o resto em ordem, com a esperança de poder um dia voltar. Ainda é de noite na Paris ocupada pelas tropas nazistas. Seus pais foram presos e eles agora deverão fugir para um lugar secreto e esconder que são judeus.
Bulle, a vizinha de frente no novo lugar, os acolhe e, com sua alegria pela vida, os inspira a também seguir adiante. Assim, durante as manhãs, Momo dá aulas para Marie, e quando escurece, se adentra na vida do tumultuado mercado de Les Halles, onde se oferece a ajudar em troca de comida. Ao redor de Momo, parece que o mundo se desmorona, mas a sua astúcia e o seu desejo de superação o converterão no pequeno príncipe de Les Halles. 



* Esta resenha é parte da Leitura Coletiva organizada por Club de Lectura Little Blue

Uma das melhores coisas de se juntar à grupos de leitura, é certamente a oportunidade de conhecer novos gêneros de livros e autores, além de ler de uma vez aqueles pendentes que tínhamos ha tempo na prateleira. Confesso que quando Momo y Marie saiu como a leitura do mes do Club de Leitura Little Blue eu tive muitas duvidas se realmente queria ler esse livro. 
Acho importante conhecermos a nossa propria historia e acho muito válido livros que nos retratem periodos obscuros que as gerações passadas vivenciaram. Entre tantos, certamente, a Segunda Guerra Mundial, é um dos temas mais explorados. 

O meu grande receio com Momo y Marie, desde o principio, foi deparar-me com um livro largo com uma história que eu já imaginava que em alguns momentos poderia se tornar cansativa. Não errei. 
Eu entendo que o autor precisa situar o leitor em um determinado contexto histórico, entendo que é necessário que possamos entender todos os pormenores da situação, entendo também que Momo y Marie é uma narrativa e não um livro de ação, mas foi impossível não sentir a leitura repetitiva e pesada por muitos momentos. 
O tema dos judeus na Segunda Guerra Mundial é obviamente tocante e revoltante. É impossível ler qualquer relato sobre o tema e não sentir o coração apertado, um nó na garganta e uma pergunta que parece vibrar na nossa cabeça a cada paragrafo lido: Como pudemos deixar algo tão desumano acontecer?

Momo y Marie é um livro de imenso valor. Aqui, o autor não nos apresenta os horrores dos campos de concentração nazistas, mas sim a vida de duas crianças, forçadas a fugir e se esconder em uma Paris sitiada, tentando manter viva a esperança de um dia encontrar novamente seus pais.
Na narrativa de Phillipe Hayat, conheceremos o dia a dia de Momo y Marie de 1941 até meados de 1944.
Momo, que começa essa história com apenas 14 anos de idade, foi obrigado a fugir com sua irma menor, Marie, depois que seus pais foram presos. Escondidos em um quarto de um prostíbulo francês, Momo nos narra, em primeira pessoa, sua história de sobrevivência, vivendo na completa clandestinidade.

29077349Desde os primeiros momentos, senti uma imensa simpatia por Momo e também por outros personagens que fazem parte da história. 
O livro é bastante pausado, houveram momentos em que a leitura me resultou bastante monótona, pesada, já que em certa parte do livro as situaçoes parecem se repetir.
Algo que me resultou dificil também foram as excessivas descrições do autor. Eu entendo que é necessário imergir o leitor neste cenário da Paris dos anos 40. Porém, o autor repete incansavelmente nomes de ruas. Para quem não conhece Paris, isso resulta muito cansativo, pois há momentos em que por quase uma pagina inteira o autor nos fornece nomes de ruas e direções da cidade francesa. 

A segunda metade do livro nos traz os efeitos reais da guerra na comunidade judia, essa foi seguramente a parte que mais me prendeu, pois Momo e Marie deixam de ser o único foco, e conheceremos outros personagens vivendo esse caos, seremos imergidos em novas histórias e o livro se torna mais duro porém com uma narrativa mais dinâmica que mantem o leitor mais intrigado.

Momo y Marie para mim teve os seus altos e baixos. A primeira parte me resultou cansativa, difícil e pesada, os capítulos pareciam eternos.
A segunda parte me prendeu bastante, o final emociona o leitor, e terminamos tão imergidos na narrativa que passamos a sentir as dores e a angustia de cada personagem. É impossível não ansiar por um final feliz embora saibamos que se há um periodo de trágicas histórias, esse foi o da Segunda Guerra. Durante muitos momentos apenas desejamos que Momo e Marie reencontrem seus pais e possam recomeçar. 

Eu recomendo esse livro. Embora tenha uma narrativa pausada, alguns fatos trazidos pelo autor são fascinantes, a história é tocante e os personagens são muito cativantes. A ambientação cheia de detalhes e as diversas descrições do autor nos permite imaginar e sentir-se naquela Paris tão abalada pelo medo e pela guerra.

Resumindo, Momo y Marie é um relato brutal, duro e realista sobre os efeitos devastadores da Segunda Guerra na vida de milhares de pessoas, o leitor é imergido em um cenário de medo e incertezas, tudo narrado sob o ponto de vista de um garoto inteligente, cativante e encantador que deverá sobreviver na clandestinidade enquanto luta para salvar sua irmã e reencontrar seus pais. Uma historia preciosa e triste, dura e comovente que, apesar de em muitos momentos resultar cansativa e pesada, consegue trazer emoção em seu desfecho e tocar fundo o coração do leitor.



Resultado de imagen para philippe hayatPhilippe Hayat (1964). É um empresário francês graduado na Ecole Polytechnique y ESSEC, fundador da associação "100.000 entrepreneurs", com mais de vinte anos de experiência na direção de empresas importantes de diversos setores. Dedica grande parte de seu tempo divulgando a sua paixão pelo empreendimento através de aulas e palestras, e tambés redigindo artigos. 

Momo y Marie é o seu primeiro livro.

Twitter: Phillipe Hayat




Nos Lemos,

Beijos



19 comentarios:

  1. Oi Alice, tudo bom?

    Não conhecia o livro, mas por saber que se trata da Segunda Guerra Mundial já me deixa fascinada, pois tenho uma paixão por livros situados neste ambiente! É o tipo de livro que com toda certeza amarei!

    Beijos,

    Gnoma Leitora

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  2. Oi! Eu amo ler livros que abordam o nazismo. Apesar de serem tristes, nos mostram uma realidade forte e ficamos reflexivos. A maioria dos livros com esse tema são bem lentos e descritivos. Pois essa época foi rica em detalhes. Bjos ♥️

    Blog Literário 2

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  3. Ooi, tudo bom??
    Adoro livros que se passam na Segunda Guerra, ainda mais se for no ponto de vista de uma criança, deixa a narrativa mais sensível e emocionante. Momo y Marie tem uma premissa ótimo mas quando a escrita do autor é arrastada não funciona para mi :/
    Beijoos,
    Sétima Onda Literária

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  4. Oi Alice,
    Não é uma premissa que me chame a atenção no momento.
    Segunda Guerra sempre é algo mais pesado e precisa de tempo para sentir a história, o que no momento, está meio complicado, rs.
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  5. Oi Alice!
    Livros com este tema são sempre presados né? E que nos causa um certo desconforto. Eu curto ler esta temática, mas ainda não conhecia este livro e fiquei interessada.

    Beijinhos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com.br/

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  6. Olá, Alice.
    Eu gosto muito de livros que se passem durante a segunda guerra. Infelizmente temos que ler sempre para lembrar do quanto o ser humano pode ser desprezível. E para que não aconteça de novo. Esse eu ainda não tinha visto falar, e mesmos endo mais parado eu acho que leria ele sim.

    Blog Prefácio

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  7. Oi, Alice! Tudo bem? Gostei da capa e da premissa do livro, mas passaria a leitura dele. Essa parece ser uma obra que mexe muito com o leitor e não gosto muito de leituras assim...

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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  8. Gostei da resenha Alice. Aprecio tramas que retratem a Segunda Guerra Mundial e apesar de notar que a narrativa se arrasta em alguns momentos, não deixa de ser uma história interessante. Beijo!

    www.newsnessa.com

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  9. Ótima resenha, Alice. Já li três livros ambientados na Segunda Guerra Mundial (O menino de pijama listrado, Aqueles que nos salvaram, A menina que roubava livros) e me interesso cada vez mais pela época a cada nova leitura. Esse livro parece muito bom. Beijinhos, Beatriz.

    www.odiariodeumaescritorainiciante.blogspot.com.br

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  10. Oi, Alice!
    Eu curto livros que envolvam a Segunda Guerra Mundial. Daria uma chance a esse, mesmo com a leitura sendo arrastada em alguns momentos.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Participe da promoção de seis anos de Caverna Literária

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  11. Oi Alice, sua linda, tudo bem?
    Esse é um dos assuntos que mais mexem comigo. Paro para ver tudo, documentário, filme, ler livros. É uma mancha que a humanidade carrega e que não deve ser esquecida. Precisa ser lembrada para não ser repetida. Uma pena que tem essa parte mais descritiva deixando a leitura cansativa, mas se você diz que o autor se recuperou e que iremos nos emocionar, com certeza lerei. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  12. Oi Alice

    Eu gosto de livros que retratem períodos históricos de guerra, mesmo que eu saiba que seja um pouco cansativo. Mas gosto quando vem engajado como contexto histórico de um romance (não necessariamente romântico).
    Com certeza eu leria esse livro.
    Parabéns pela resenha.

    Beijos
    Alana Marques
    colecionadoresdelivross.blogspot.com.br

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  13. Oi Alice,
    O livro realmente parece ser bem intenso. Infelizmente não faz tanto o meu gênero de leitura, acho porque a leitura se torna cansativa para mim.
    Bjs e um bom Domingo!
    Diário dos Livros
    Siga o Twitter

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  14. Oi Alice! Eu gosto de história ambientadas nesta época, pena ver que este livro em alguns momentos não tem uma narrativa mais ágil. Bom domingo. Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  15. Oi Alice!

    Eu gostei bastante da premissa apresentada, parece ser uma trama super forte mesmo! Pesada como vc disse, um tipo de livro pra gente ler sem pressa, né? Gostei da indicação!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  16. Adoro livros que narram histórias relacionadas à segunda guerra mundial, mas essa escrita extensa e cansativa desanima um pouco né :( também entendo que o autor precisa situar o leitor, mas algumas coisas podem ser mais diretas, pra não tornar a leitura monótona como acabou sendo. As vezes a história perde até o seu impacto com isso.

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/

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  17. Oi, Alice!
    Eu me interesso por todos os livros que falem sobre a Segunda Guerra Mundial. Não conhecia esse... Procurei no Skoob, mas infelizmente ainda não temos ele por aqui.
    Sobre a resenha, realmente descrições excessivas e repetitivas cansam, mesmo quando a gente entende porque elas estão ali. Ainda assim, todos os outros pontos que destacou e o fato de ser uma temática sobre a qual gosto de ler, leria com certeza!

    Beijos, Entre Aspas

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  18. Oi, Alice!
    Gosto muito de livros com a temática de guerra, apesar de que sempre fico revoltada e com um nó na garganta, como você disse.
    Achei muito interessante o enredo, gosto quando vemos esses períodos conturbados por olhos de personagens que geralmente a História não retrata.
    Mesmo que a leitura às vezes seja maçante ou repetitiva, acho que posso dar uma chance. Só que nunca vi esse livro para vender.

    Beijoooos

    www.casosacasoselivros.com

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  19. Olá Alice, tudo bem?
    Gosto muito de livros com temática de guerra e algum realmente tendem a ser mais devagar. Mas acho que vale a pena ler qualquer dia desses.
    Beijos!

    http://excentricagarota.blogspot.com.br

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