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1 de junio de 2016

(Review 79) - A Rainha Vermelha

25504618Red Queen
Victoria Aveyard

Océano Gran Travesia / Seguinte
Livro 1/4 Saga La Reina Roja
474 Páginas
Distopia / Romance / Juvenil

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O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: humildes, plebeus, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.


Mare rouba o que pode para ajudar a sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda nobreza, descobre que tem um poder misterioso.
Mas como isso seria possível se o seu sangue é vermelho?

Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará principe contra principe - e Mare contra o seu próprio coração.


A Rainha Vermelha entra para a lista de boas distopias que gostei muito de ler. Porém, devo dizer que não foi exatamente um livro impressionante. Eu gostei da narrativa de Victoria Aveyard, gostei da personalidade de seus personagens, achei o triângulo principal - Mare, Cal y Maven - absolutamente genial e por muitos momentos me surpreendi com os giros da história, porém, ainda assim, parece que faltou algo.
A verdade é que A Rainha Vermelha me lembrou várias outras distopias que já conhecia, e talvez isso terminou por tirar um pouco a emoção das descobertas já que alguns acontecimentos resultaram absolutamente previsíveis para mim. Tive essa sensação de déja-vu em diversos momentos, desde o princípio com aquele toque de A Seleção, passando pelo momento em que Mare é introduzida na realeza com a imagem de uma salvadora, algo bastante semelhante a Sombra e Ossos de Leigh Bardugo  até o final que me lembrou demasiado o desfecho da primeira parte de Legend, da Marie Lu. Ainda assim, mentiria se concluisse que em nenhum momento me vi surpreendida. Oh sim, Victoria Aveyard consegue sacar um ás da manga e apesar da semelhança com outras obras do mesmo gênero, a emoção, o suspense e as reviravoltas garantidas de A Rainha Vermelha garantem o deleite de qualquer fã do gênero.

Mare Barrow é uma das filhas de uma grande família de Vermelhos. Os vermelhos são as pessoas de sangue vermelho que não possuem nenhum poder. Estes são considerados inferiores e vivem oprimidos pela brutalidade e pelo medo imposto pelos Prateados, pessoas com sangue prateado que possuem habilidades extraordinárias. Quando os caminhos de Mare se cruzam aos do príncipe prateado Cal, ele fará qualquer coisa para salvar Mare do recrutamento para a guerra. E assim, Cal consegue colocar Mare como serviçal dentro do palácio da família real. 
No dia da escolha da nova princesa que deverá ser a esposa do futuro rei, Cal, um incidente revela que Mare tem um poder até então desconhecido inclusive por ela mesma. A garota vermelha, tão comum, na verdade, possui a habilidade de controlar a eletricidade, e não apenas controlá-la como também produzi-la. 
Como pode um vermelho possuir essa habilidade?

O rei encontra aí uma oportunidade de usar Mare como símbolo de seu reinado, a Rainha Vermelha, criada como Vermelha, poderosa como Prateado. Assim, ele acredita que conseguirá calar a revolução que lentamente avança e ameaça o seu reinado, os vermelhos rebeldes chamados de a Guardia Escarlata (gente, desculpem, eu li a versão em espanhol, por isso não sei qual o nome que foi dado em português).

Introduzida à vida no palácio, Mare deverá lidar com pessoas não apenas extremamente perigosas, mas também dotadas de poderes inimagináveis, e de dentro deverá escolher entre ser a imagem de um reinado ou a imagem de uma revolução. 

Mare será prometida ao principe Maven, o irmão de Cal. Maven é um garoto doce e solitário, que cresceu à sombra do irmão perfeito. Mare logo descobre ter em comum com Maven muito mais do que ela imagina. Porém, no meio deles está Cal, aquele que a salvou do recrutamento e que parece estar sempre por perto para protegê-la. O coração da Rainha Vermelha deverá escolher em quem deles deverá confiar e um erro poderá ser fatal.

" Giramos pela pista no compasso da música, rodeados de expectadores diferentes. Conheço as suas Casas, cores, habilidades, histórias. Sei a quem deveria temer, de quem poderia me compadecer. Eles nos olham com olhos ávidos, e eu sei porquê: eles creem que nós somos o futuro, Cal, Evangeline, Maven e inclusive eu. Creem estar diante de um rei e uma rainha, um príncipe e uma princesa. Porém, esse é um futuro que eu não penso permitir que se concretize.
No meu mundo perfeito, Maven não terá que ocultar seu coração, e eu não terei que esconder quem realmente sou. Cal não terá nenhuma coroa para usar e nem trono para proteger. Estas pessoas já não terão paredes para esconder-se.

O amanhecer está a ponto de chegar para todos vocês. "

Mare foi um personagem muito intenso, que conseguiu surpreender-me em vários capítulos. Eu realmente gosto de garotas fortes, que não se deixam abater facilmente e que não caem facilmente de amores por qualquer palavra melodiosa da boca de um "don juan". Mare é exatamente isso. Uma garota que cresceu sem opções, sem esperança e que se encontra agora em uma encruzilhada. Mare é forte, voluntariosa e valente, ela não se deslumbra com os luxos da vida no palácio e procura lembrar-se sempre de quem ela é.
Junto à Mare temos Maven, que é o personagem que mais surpreende e cresce durante a leitura. Maven começa como um garoto quieto, o irmão mais novo, a eterna sombra, porém, ao longo de cada capítulo o personagem assume um protagonismo e dá rumo á história.
Cal é o filho perfeito, o príncipe herdeiro, o soldado mais valente, o homem nobre que honra sua casa e suas raízes. Cal tem um bom coração, é honrado, porém capaz de agir de maneira frívola em nome de seu império. Poderá ele colocar o amor acima da razão? Ou será ele um empecilho para a revolução vermelha?

Além desses três personagens principais, temos vários outros que possuem enorme destaque como Evangeline, a invejosa prometida do princípe Cal que fará de tudo para atormentar os dias de Mare, a perversa rainha Elara e o rei Tiberius, sedentos pelo poder. Lucas, Julian, Farley, Kilorn, todos estes personagens com bastante potencial e com uma interessante personalidade ainda todavia para conhecer-se.

A narrativa está em primeira pessoa, conhecemos tudo sob o ponto de vista de Mare. A pluma de Victoria Aveyard é simples e envolvente. Apesar das semelhanças com outras obras do gênero, a autora consegue fazer destacar a sua obra, consegue diferenciá-la, trazendo personagens que despertam a curiosidade do leitor
A ambientação é bastante interessante, a autora nos apresenta uma sociedade dividida pela cor do sangue aonde vermelhos vivem em precárias condições, e prateados além de gozarem de uma vida privilegiada, são também eles dotados de habilidades especiais que os tornam temidos e invencíveis.

A Rainha Vermelha foi um princípio de saga que conseguiu prender-me do princípio ao fim, li esse livro em pouco mais de dois dias e a história é tão repleta de giros que fica dificil deixar de ler quando o final se aproxima.
Confesso que o princípio me resultou um pouco cansativo, e também confuso. Eram tantos personagens com tão variados poderes que me senti perdida em uma parte da leitura, Porém, apos alguns capitulos a leitura começa fluir bem e ao final já estamos tao absolutamente presos em suas páginas que tudo fluí de maneira natural na mente do leitor e mesmo as informações iniciais que pareciam confusas passam a ser mais ou menos óbvias.

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Resumindo, A Rainha Vermelha é mais uma brilhante distopia que mantém o leitor em um clima total de suspense e surpresas.
Um mundo de luxo, traições, conspirações e alianças inesperadas, em que a confiança está sempre em seu ponto mais frágil.
Con um triângulo amoroso que, apesar de não haver me convencido completamente ainda assim consegue prender o leitor, e com uma ambientação bastante interessante, esta é uma saga que recomendo e que certamente esperarei por suas continuações.

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Victoria Aveyard nasceu e cresceu em East Longmeadow, Massachusetts, uma pequena cidade dos Estados Unidos. 
Se mudou para Los Angeles para ganhar um BFA escrevendo roteiros na Universidade do Sul da California. Atualmente divide seu tempo entre as costas leste e oeste. Como autora e roteirista, ela utiliza sua profissão como a desculpa perfeita para ler muitos livros e ver muitos filmes.




Web Page oficial: http://www.victoriaaveyard.com


Twitter: Victoria Aveyard


Beijokas!

Nos Lemos...


11 comentarios:

  1. Oi, Alice!
    Eu até gostei médio desse livro. Já o seguinte... eu tive de abandonar porque não rolava mais a leitura.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  2. Oi Alice!
    Acho que depois de ler muitos livros do mesmo gênero a gente acaba achando tudo meio igual mesmo. Eu estou assim com os new adults, estou dando um tempo neles.
    Mesmo assim, gostaria de tentar ler A rainha vermelha.

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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  3. Oi Alice,
    Eu ainda tenho vontade de ler esse livro, apesar de ainda não ser super ligada nos livros de distopia, ainda. Gostei dessa coisa das cores, mas no geral lembra mesmo as que conheço, por ler sobre. Adorei a resenha.
    Essa autora parece ser nova, pela foto que vc postou.

    P.S.: Obrigada pelo apoio lá no blog *.*
    Como assim sua mãe rompeu todos os seus diários mds....eu acho que teria falta de confiança.
    O fato de você ser rebelde naquela época, acho que não justificava, sei lá...uma conversa? HAHA me deixaria mais traumatizada se fosse mais de uma vez.

    Tenho que concordar que prefiro mil vezes a vida pacata haha ♥

    tenha uma ótima quinta.
    Nana - Obsession Valley

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  4. Oi, tudo bem? Eu quero muito ler esse livro, desde que lançou já estou de olho nele. Gostei da sua resenha!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  5. Helloo, Alice! Tudo numa nice?!
    Quanto tempo não venho aqui...
    Bem, vamos conversar sobre a obra. Eu já li esse livro no ano passado logo que lançou e postei uma resenha, infelizmente, não curti a obra como você curtiu. Na verdade eu não gostei de nada no livro. No início concordo com você sobre a leitura ser um pouco cansativa, eu demorei três dias para ler o livro, o que é o meu máximo de tempo que estipulo para ficar com uma obra, mas eu terminei a leitura morrendo, arrastadamente de tão apática que parecia para mim. É sério, aquela parada do Maven foi a única coisa na estória que eu pensei: hum, legal. Mas eu admito que detestei a Mare e não estava torcendo para ela por nenhum segundo. E aquela parada do irmão dela eu já sabia, já tinha sacado desdo o início do livro. Então quase nada para mim foi surpreendente nessa obra. Também achei a tentativa de "triângulo" bem forçoso e sem graça. Fiquei bastante frustrada com a leitura porque foi uma obra que me desagradou bastante por ser uma colcha de retalhos de um monte de livros que tem por aí. Nem o final me agradou e eu não vou continuar a leitura da trilogia. O que me chateou mais foi que eu li Fúria Vermelha de Pierce Brown antes, e logo depois fui conferir outros livros e esse. E um monte de coisa que tem em Fúria Vermelha tinha nesse livro. Quer dizer, o negócio das cores porque Darrow é um vermelho e Mare é vermelho é a mais óbvia. Quando eu vi isso pensei: oi?! Mas enfim, o livro não funcionou de forma alguma para mim como pôde perceber. Mas que bom que funcionou para você. As opiniões sobre essa obra são bem divididas, realmente. Cada um é tocado de forma diferente.

    Ah, e eu gosto bastante de suas resenhas bem estruturadas e bem escritas, sério.

    Eu amei sim os livros da Morgan Rhodes, muito viciante as estórias dela.

    Beijin...
    http://piecesofalanagabriela.blogspot.com.br/

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    Respuestas
    1. Ah, e eu não entendi porque o nome da obra é Rainha Vermelha já que Mare não é rainha.

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  6. Oi Alice! Eu esperava muito deste livro e no final senti como se a autora tivesse misturado diversas outras séries que acompanho para cria a história dela. Quero ler o segundo e ver se algo mudou.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  7. Ooi! Ah, eu tive alguns problemas com este livro, apesar de ter gostado de alguns pontos. Acho que assim como você as situações se tornaram previsíveis, mas parece que algumas coisas melhoraram no segundo livro. Beijos
    Estilhaçando Livros

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  8. Olá, Alice. Como vai? Eu comprei A Rainha Vermelha mas como não sou muito fã de distopias ainda nem comecei a ler. Sei que é bem parecida com outras obras e eu detesto personagens que vivem triângulos amorosos, sempre faz a gente ter que escolher mas vou tentar dar uma chance e enfim começar.
    Abraços!
    Leitora Encantada

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  9. Oi Alice,
    Também gostei muito de A Rainha Vermelha e em alguns momentos me lembrei de outras histórias também. Mas a autora tem um jeito de fazer com que você se prenda na leitura muito bom.
    Está na minha lista de boas distopias também.
    Bjs e um bom fim de semana!
    Diário dos Livros
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  10. Olá Alice, tudo bem?

    Realmente o livro é bom mas parece que tem informação demais,rs.

    Mas o segundo é bem melhor! Estou ansiosa pelo terceiro!

    bjs!

    https://excentricagarota.blogspot.com.br

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